"Onde está a inspiração que eu tinha pra escrever? Onde foram parar as palavras que surgiam na minha mente? Será que, depois de tanto sofrer e tanto chorar, finalmente meus sentimentos secaram?"
Eu

“Deitado em minha cama nestas noites frias em pleno verão, fico a imaginar futuros felizes, mesmo sem ter a esperança de que um dia tudo se torne realidade. É triste sentir-se sozinho mesmo com tantas pessoas ao redor, mas é exatamente assim comigo todos os dias. Vejo tantas pessoas dizendo que às vezes sentem-se invisíveis e as invejo, querendo que isso só acontecesse comigo às vezes ao invés de o tempo todo. Sinto como se tivesse nascido fora do tempo certo, pois os valores que prezo, hoje já não se dão mais valor. Por isso e tantos outros motivos, sinto-me deslocado, como se não houvesse um lugar neste mundo ao qual eu realmente pertença. Não é difícil imaginar que neste exato momento não há sequer uma pessoa por aí que esteja com a imagem do meu rosto em seus pensamentos, pois sei que essa é a única verdade. Eu queria conseguir mudar isso tudo, mas mesmo tentando tantas e tantas vezes, nunca consegui ser mais do que simplesmente o que sou agora. Queria ser alguém melhor, alguém que as pessoas pudessem se lembrar, pois a dor de ser esquecido por pessoas queridas por ti é grande demais. É inacreditável eu ainda estar suportando tudo isso aqui dentro do meu peito, pois sou apenas um fraco ser humano incapaz de esquecer o que causou toda essa dor. Às vezes eu desejo pode simplesmente esquecer todo o meu passado, mas é no passado que estão as únicas coisas boas nas quais ainda tenho para pensar… Não vejo mais um futuro para mim, perdi todos os meus sonhos e objetivos, estou me sentindo como um robô, sem vontades, sem desejos, sem sequer pensamento próprio, fazendo as mesmas coisas todos os dias… A única diferença é que eu tenho meus sentimentos, embora esteja desejando não poder sentir mais nada…….”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Passagem

Chega uma hora na sua vida que você começa a conseguir ver tudo o que está errado, tudo o que você tem que mudar, tudo o que você realmente precisa e não mais apenas o que você quer. O problema de quando toda essa luz bate de frente com seus olhos acostumados à escuridão da ignorância é que você se perde, sem saber por onde começar, como começar, o que fazer, o tentar… E assim, às vezes, você acaba se sentindo pior que antes de saber de tudo isso e é preciso aprender a lidar com todo esse novo mundo que foi jogado sem o menor cuidado sobre sua mente despreparada e desprovida de sabedoria suficiente para não se assustar, não se abalar. É nessa hora que temos que aprender por nós mesmos como a vida é realmente e enxergamos que o mundo de sonhos de antes nunca realmente existiu, que tudo aquilo não passava de uma ilusão. Pois é, não são todos os que passam por isso e resistem, não são todos que tem pessoas ao seu redor para lhes estender a mão quando se vai ao chão, não são todos que saem disso tudo ilesos… Não tenho o orgulho de dizer “eu passei”, mas sim de mostrar que as cicatrizes não conseguiram me desmotivar e que por mais que tenham me machucado, me derrubado e por muitas vezes me tenham feito pedir pelo fim, eu ainda estou aqui. Sim, aqui. Mesmo que sozinho, mesmo que triste, eu ainda estou aqui.

Minha Própria Confusão

“Não sei dizer o que está acontecendo, se estou vivendo ou apenas sobrevivendo, se são segundos, minutos ou horas, se devo ficar ou pegar tudo e ir embora. O mundo parece girar, ao mesmo tempo mais rápido e mais devagar, as estrelas no céu já se apagaram, meus sonhos astronautas à Lua não chegaram. Ainda sinto o ar frio minha pele tocar, cada gotícula de chuva que vem minha face molhar, mas a melodia que havia em mim não toca mais, não sinto em meu interior aquela velha e tranquila paz. Os caminhos por onde caminham meus pés já não são os mesmos, pareço uma tola criança tateando no escuro a esmo, e meus olhos que antes viam um futuro tranquilo e quente, hoje não vêem mais que sequer um palmo à frente. Procuro nos objetos uma sensação para sentir, para deixar de lado os pensamentos e apenas me distrair, e distraindo-me assim parece que posso continuar, mesmo sem saber onde isso tudo pode dar. Sem um sonho em mente para poder seguir, sem um amor no coração para poder sentir, protegido apenas pelo acaso enquanto continuo a caminhar, sem rumo, sem direção, sem um lugar para chegar. Com um sorriso desajeitado estampado em minha cara, escondo de todos essa ferida que não sara, e por mais que essa dor me faça desejar um rápido fim, continuarei neste mundo, tentando o melhor de mim.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Sonhador

“De longe vejo teus olhos, teu sorriso, tuas expressões…
Mil pensamentos vagam, sempre me trazendo você…
As músicas sussurram teu nome durante as canções…
Te olhar de longe é tudo o que posso fazer…

Por que sou tão impotente, não consigo dizer,
Quero tanto poder te abraçar e beijar…
Sei que não existem maneiras disso acontecer,
Mas me alegro ao teu belo sorriso observar…

Queria a atenção dos teus olhos conseguir,
Ser teu companheiro, teu parceiro, teu par…
Queria ser o motivo do teu sorrir,
Mais sei que isso não poderei me tornar…

Os dias passam sem que eu tenha notado,
Enquanto com teus lábios continuo a sonhar…
Imagino uma vida inteira ao teu lado,
Mesmo que isso nunca venha a se realizar…

E sabendo do futuro guardado para mim
Continuarei mesmo sem ter pra mim teu amor…
Pois, sabe, eu sou bem assim,
Um pobre e solitário sonhador…”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

“Às vezes fico questionando por que eu sou assim… Por que não consigo mudar esse meu jeito de ser… Vejo tantas pessoas por aí sendo felizes, sorrindo, brincando, conversando e tudo mais enquanto eu fico aqui, sozinho num canto, fechado no meu próprio mundinho escuro, guardado por dois fones de ouvido… Queria tanto mudar, queria tanto ser reconhecido, querido, amado… Mas depois de tentar tanto, cheguei à conclusão de que nunca vou ser capaz de me libertar deste meu casulo gélido, de ser verdadeiramente amado, de deixar de vez a solidão e toda a escuridão que existe em meu coração…
Estou cansado de me sentir deslocado, excluído. Cansado de viver meus dias em solidão, de ver as paisagens mais coloridas perdendo a cor, perdendo a vida… Não consigo ver nada de bom, nem sequer um pequeno raio de luz nesta minha profunda escuridão… Nada preenche meu vazio… Nem mesmo todo o sangue das minhas veias é capaz de aquecer meu pobre e destruído coração… Nem mesmo o Sol que toca minha pele é capaz de derreter todo o gelo dentro de mim…
Sonho todos os dias poder encontrar um motivo forte o bastante, capaz de me levantar, de me preencher de esperanças, de me dar forças para lutar e que me pudesse fazer sorrir… Tudo o que quero é fazer estas lágrimas pararem de cair, verdadeiramente ser capaz de sorrir e, no fim, poder um dia ser feliz…”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Faço de mim…

“Faço de mim uma nuvem,
Pois como as nuvens vagam sem rumo no céu,
Passei a vagar sem rumo nesta vida.

Faço de mim o vento,
Pois como o vento está presente sem ser visto,
Sinto-me invisível aos olhos alheios.

Faço de mim garoa,
Pois como a garoa cai fina e ninguém se importa,
Passo e minha presença não é percebida.

E por fim, sonho faço de mim,
Pois como as pessoas querem um sonho bom ter,
Quero o sonho bom de alguém ser.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Lembranças, Sentimentos

“Nuvens negras vagam lentamente pelo céu escuro desta noite sem fim, as gotas desta tempestade são como agulhas finas, gélidas e dolorosas, cada segundo é uma eternidade sob esta tormenta que me assola, quanto mais o tempo passa, mais confusos se tornam meus passos, a cada passo sinto a força das pernas se esvaindo aos poucos.

Fraquejo, tropeço, caio, mas, mesmo sem ter qualquer motivo, continuo me levantando a cada tombo, meu corpo se recusa a ficar parado, mesmo quando minha mente já desistiu de comandá-lo, e assim continuo por aí, sem rumo, sem saber onde estou indo, sem saber onde devo ir.

Pensamentos sombrios rondam minha mente desmotivada, desolada, como se o fizessem para me assombrar, impedindo meus olhos de se fechar, pois se fecharem vão apenas me fazer chorar com as lembranças de um passado onde a dor não existia, onde a chuva não caía, onde eu realmente podia sorrir sem fingir. Agora, em meio a toda esta gélida escuridão, fraca e tristemente bate este meu solitário coração, perdido e ferido em meio ao vácuo desta vazia imensidão.

Não consigo transpor em palavras tudo o que sinto dentro de mim, e às vezes penso ser melhor assim, pois se houvessem palavras capazes de tudo isso expressar, sem dúvidas eu faria a muitos chorar, então guardo para mim toda a dor e o sofrimento, e todos estes outros inexplicáveis sentimentos, e faço de caixa preta meu coração, esperando apenas que não seja tudo isso em vão.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Continuo

A cada dia convivo com meus pensamentos bagunçados, cada segundo é um luta em meio à guerra se passa em meu coração, às vezes a calmaria chega e um esboço de sorriso se forma em meu rosto, mas esse tempo de tranquilidade dura pouco e logo torna-se novamente presente a batalha de sentimentos desorganizados, perdidos no meu pequeno mundinho escuro. E ainda assim continuo caminhando, mesmo sem motivos, mesmo não sonhando. E ainda assim continuo a dar meus passos, mesmo estes sendo tortos, mesmo sem ter um rumo certo. E continuo, mas não por mim, não por meus sonhos perdidos, mas por aqueles que amo, por aqueles que sempre amarei. E por eles eu deixo meu próprio orgulho e ego de lado, abro mão de tudo.



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Caído

“E é assim que eu vejo,
sozinho permaneço,
meu mundo vazio,
no peito o frio,
minha sombra me acompanha,
meu coração apanha,
dói o machucado,
onde fui apunhalado,
com essa dor eu viverei,
me pergunto onde eu errei,
os segundos são horas,
minha alma chora,
meu céu escureceu,
meu sonho morreu,
ando como um zumbi
vagando por aí
sem ter objetivo
cansado, caído.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Por acaso é errado amar demais?

—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

História De Um Tímido Garoto Apaixonado - Parte 1

“Nem sei como começar essa história… Para falar a verdade, nem vivi tanta coisa para ter muito que escrever… Mas, bem, vou começar a partir do momento em que descobri em mim a capacidade de amar, o que, pelo menos comigo, foi bem cedo.

O meu maior problema sempre foi eu ser exageradamente tímido quando se trata de assuntos amorosos e isso sempre me atrapalhou, então eu acabava por gostar em segredo. Ninguém nunca soube das minhas paixões infantis até eu ter crescido. Eu preferia guardar pra mim, sabe, não por ter vergonha de dizer que eu gostava, mas porque eu sempre tentei ser romântico e, nos dias de hoje, isso é algo que é ridicularizado, e já era assim há alguns anos atrás, na minha pré-adolescência.

Quando ainda era criança, na terceira série, eu me diferenciava dos meus colegas por um motivo simples: enquanto eles eram apaixonados pela professora, eu me apaixonei por uma colega de sala. Mesmo sabendo que talvez ela nunca leia, não vou dizer o nome dela. Era estranho estar gostando de alguém, afinal era minha primeira paixão, quem é que nunca estranhou querer ver aquela pessoa e estar perto dela o tempo todo sem saber por que, não é mesmo?

Bom, pra mim ela era linda, eu ficava de longe e o tempo todo eu queria ficar olhando pra ela, bom, disso vocês devem saber, afinal, quem nunca se apaixonou? Mas aí começavam os problemas… Eu não conseguia falar com ela, minha timidez, que aliás é muita, não me deixava fazer nada… Então foi aí que tive a ideia de escrever, foi minha primeira cartinha de amor.

Preenchi-a de versinhos e frases românticas, fiz um envelope em papel colorido, e no final escrevi por mim mesmo, sem aqueles poemas que lia nos livros da biblioteca da escola. Não consigo me recordar o que escrevi naquela carta, claro, pois já se passaram nove anos desde então. Mas eu me lembro de colocar na mochila dela sem que ninguém visse (ninja). Confesso que meu estômago ficou gélido quando a vi pegar minha cartinha e abrir… Sei lá, parecia que o tempo havia parado, ou pelo menos diminuído a velocidade.

Tudo isso se transformou em alegria quando vi sorrindo depois de ler, mas, não sei se por crueldade ou simplesmente completo desinteresse, ela rasgou e jogou no lixo tudo o que eu havia feito especialmente para ela. Acho que nem quando minha mãe me batia eu chorava tanto quanto eu chorei aquele dia… O pior era que eu não podia (e não queria) contar pra ninguém o que tinha acontecido, então ninguém entendeu por que eu chorava tanto.

Depois desse ocorrido, ela nunca mais sequer me dava um simples oi. Nunca soube o motivo disso, mas sei lá, quem sabe não foi melhor assim…

Bom, essa foi minha primeira paixão, e logo minha primeira decepção. Foi bem cedo, admito, mais cedo que qualquer um dos meus amigos, mas só tenho a dizer que sempre vou lembrar aqueles olhos verdes que me fizeram apaixonar pela primeira vez.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Tristeza

“O céu nunca me pareceu tão triste,
As nuvens nunca pareceram chorar como agora,
Achava que a solidão não existisse,
Quando tudo irá passar? Não vejo a hora!

E a noite teus olhos me vêm
Na companhia daquele belo sorriso,
E lágrimas de saudade dos meus olhos caem,
Caindo do queixo para um escuro abismo.

A dor no peito faz parecer queimar,
Aperta a garganta e rarefaz o meu ar,
Nem o frio em mim a faz amenizar,
Tento inutilmente fazer parar.

Aquela Lua, meu céu noturno já não ilumina mais,
As estrelas parecem se distanciar,
Onde está toda aquela minha paz?
Desejo tanto podê-la reencontrar…

Meu coração, sozinho, não tem vontade de bater,
E minha mente não tem os antigos sonhos para seguir,
Apenas mais triste se torna o meu viver
Agora que não tenho mais você aqui.”



—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

Uma vez me perguntaram: “Qual o seu sonho?”
Então eu percebi que não tinha uma resposta para essa pergunta…


—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)

“É foda quando ninguém se importa…”

—- Adriano Castor Maciel Dias (adn-freeforall)